Sobre o que virá

Sobre o que virá

        Este blog é conduzido por dois graduandos de primeira viagem, isto é, questionáveis, que compartilham o propósito de utilizar esta plataforma como ferramenta de analise e discussão de seus textos, e assim, estudo.
        Os textos, já produzidos num âmbito de pesquisa, análise e discussão, buscam a evasão de qualquer superficialidade que não proposital, não comunicada e prejudicial às conclusões. Buscam, não sempre alcançam, pois seus autores são passivos de preconceitos e tendencias, afinal, são, além de seres humanos, graduandos xucros. Assim sendo, é de extremo isentivo, por meio dos comentários, a apresentação de qualquer critica argumentada ou dúvida, mesmo que pequena, ocorrida do ocasional leitor.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Fobia ao coloquial: Nós, a Gramática e o conhecimento. Partindo de Marcos Bagno a Michel Foucault.










       


   

   



                       
O motivo do título se chamar “Nós A Gramática e o conhecimento" representa o afastamento entre esses três pólos. Outra coisa clara é que essa dissertação não tem intuito de demonizar a Gramática, ela busca atingir através da argumentação: As formas em que ela esta sendo usada, as suas contradições como teoria, os discursos usados por quem domina a Gramatica Normatica nas relações de poder entre os indivíduos e também a sua função de hierarquizar o conhecimento, partindo da perspectiva do Filosofo Michel Foucault e o lingüista Marcos Bagno.
 A Gramática é uma disciplina que estuda os elementos de uma língua e as suas combinações é também o retrato de uma língua, a escrita atual considerada como "certo" é baseada na escrita do século 19, algo defasado não estando em seu espaço e tempo. Existem dois tipos de Gramática: A Gramática normativa que é de 2300 anos atrás feita na biblioteca de Alexandria pelos egípcios para estudar a língua grega e a Gramática Descritiva que é uma Gramática moderna de 150 anos mais o menos, As duas são de planetas diferentes, a Gramática Normativa se baseia na idéia de como a língua deve ser e a Gramática descritiva como a língua é, ou seja, a descritiva e composta por estudos empíricos e com uma maior base cientifica e adivinha? ela não é usada.
Para ilustrar melhor, o Doutor em lingüística pela USP e escritor Marcos Bagno apresenta uma proposta moderna e ousada: "substituir a velha análise lingüística da Gramática Tradicional (GT), que domina os livros escolares com uma pletora de regras para serem decoradas, por um método construtivo de pesquisa que transcenda os conceitos de “certo” e “errado” em busca de uma comunicação pragmática. Assim, a interpretação de textos e a fruição das possibilidades que a língua oferece como instrumento de comunicação deve ser colocada à frente dos cansativos exercícios de análise sintática e morfológica que quase sempre provocam nos alunos uma aversão ao estudo de sua língua nativa". Essa ideia de adotar a Gramática Descritiva é antiga e também esta presente no Romantismo, José de Alencar criticou a Gramática Normativa em defesa da Descritiva. O movimento Modernista sofreu perseguições de escritores conservadores, Carlos Drummond de Andrade não era reconhecido como literário e filosofo por usar uma escrita mais popular, como por exemplo, o poema: "Tinha uma pedra no meio do caminho" foi duramente criticado, ate hoje, as instituições não adotam algo que parece ser obvio. Mario de Andrade prometeu e não cumpriu escrever uma obra da forma que os brasileiros falam, também trabalhando a idéia desse afastamento.
Partindo para Analise do Discurso do Filosofo moderno Michel Foucault as escolas que continuam adotando a Gramática Normativa que criam verdades e impõem a maneira certa e errada de se escrever, quando na verdade é relativo, criando então relações de poder entre os indivíduos: Os que dominam a Gramática Normativa e os que não dominam, mesmo ambos falando a mesma língua. O que seria uma ponte entre o conhecimento e as pessoas passa a ser um critério de segregação e hierarquização do conhecimento. Se tiver algum erro ortográfico nesse texto talvez se perca toda a credibilidade, pondo em duvida tudo àquilo que foi apresentado. Esse discurso de invalidar pessoas que escrevem como falam, é uma relação de poder presente nos nossos discursos formados no conservador sistema educacional.



 
Em suma, construir uma auto-critica e diminuir a fobia ao coloquial nos ajuda a entender a expressão, o pensamento do proximo e que a gramatica não seja uma barreira para a difusão do conhecimento.Quando vemos alguém “escrevendo errado” seja no Facebook ou na vida real, qualquer discurso que faz uma  critica a esse individuo esta diretamente dialogando com tudo que foi dito aqui, não existe forma correta de falar isso é uma imposição do poder para legitimar a hierarquização do conhecimento. 




domingo, 3 de agosto de 2014

O que nos tornamos com o Facebook? Nós que o moldamos ou ele que nos molda?


               


Somos os únicos indivíduos a usarmos as redes sociais em toda a historia, o Facebook esta mudando as nossas relações sociais. Mas o que nos tornamos especificamente apos a criação do Facebook? Nós que o moldamos ou ele que nos molda? Para responder essas questões teremos que entender o nosso tempo, aquilo que se chama pós-modernidade ou como diz  o sociólogo Bauman a modernidade liquida.

Para o sociólogo Bauman vivemos em uma "Modernidade Liquida" que nada mais é do que a influencia da economia nas relações entre as pessoas, mas antes disso, na metade do século XX, a preocupação era  fazer com que as pessoas deixassem de lado a cultura de guardar o dinheiro e começassem a consumir, mas como isso foi feito? Logo após a Segunda Guerra Mundial, quando o analista de varejo Victor Lebow declarou: “Nossa economia altamente produtiva exige que façamos do consumo nosso meio de vida, que convertamos os atos de comprar e usar esses produtos em rituais, que busquemos nossa satisfação espiritual e de nosso ego no consumo... Precisamos das coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas de modo mais e mais acelerado”. Apos esse planejamento adquirimos o vicio de consumir mais, fez com que nossas coisas durassem menos para comprarmos outras, esse fato influenciou diretamente na forma de nos relacionarmos, começamos a tratar as pessoas do mesmo jeito que tratamos as coisas, um dos traços da "Modernidade Liquida" e é dentro dessa modernidade que está presente Facebook e os indivíduos.

Bom, a forma com que tratamos os bens de consumo mudou as relações sociais e uma dessas mudanças foi à criação das redes sociais, mas porque o Facebook deu tão certo? É algo simplesmente perfeito, pois evitamos o conflito, não é igual na vida real que para terminar uma amizade ou um namoro é preciso uma discussão e estresse, apenas com um click acabamos com uma amizade e não ficamos tristes, já que é só adicionar outra pessoa, fazemos mais amigos em um mês do que nossos avós faziam a vida toda. Se não estamos com vontade de conversar com alguém simplesmente não respondemos, se estivermos "cara a cara", deixar alguém falando sozinho pega mal, mas no Facebook  pode fazer isso sem problema nenhum, apenas queremos sujeitos que nos proporcionam prazer imediato e quando isso não acontece, um click  resolve o problema. Para acharmos um namorado(a) é mais fácil pois não esta frente a frente , começar  um relacionamento e terminar  se tornou simples, somos descartáveis tratamos e somos tratados como aprendemos a tratar as coisas , essas mudanças foram radicais nos nossos Laços pessoais.

Outra coisa que também passamos a ter é o vicio pela exibição, tudo que vamos fazer temos que postar com fotos e mensagens. Algumas coisas que antes eram consideradas intimas e particulares se tornaram publicas, passamos a ter opiniões formadas para todos os assuntos e seja qual ele for comentamos. No livro "A Marca Humana", de Philip Roth, um personagem fala: "As pessoas estão cada vez mais idiotas, mas cheias de opinião." Somos bombardeados por noticias e publicidade sabemos o que esta acontecendo no mundo todo, formamos opiniões  apenas pelo titulo das noticias, não lemos, não pensamos, apenas curtimos e compartilhamos. Nem percebemos que não vemos os posts de todos nossos novos "amigos". Sim, o Facebook escolhe aquilo que você deve ou não ver. Tem certeza que não somos moldados? Vemos apenas posts de pessoas que falamos no chat, curtimos as fotos e que temos fotos postadas juntos, enfim vemos apenas os posts dos "iguais" para que assim discutamos menos e diminua a possibilidade de algum conflito. Sem duvida, somos os indivíduos mais mimados de toda a historia.

Em suma, deixamos a logica do consumo influenciar de forma clara nossos laços sociais quando fomos moldados a uma rede em que e possível ter apenas o prazer que as pessoas podem nos proporcionar, essa ideia é discutida de forma um pouco exagerada no filme "Click", onde o personagem ganha um controle que quando algo não esta agradável simplesmente com um click é descartado, o problema disso e que cada vez mais nossas relações estão durando menos pois não sabemos mais lidar com o lado "ruim" das pessoas, isso poderá  causar a extinção dos relacionamentos e das amizades duradouras nos tornaremos cada vez menos despreparados para a vida.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Re.a.ci.o.ná.rio


“adj (reação+ário) 1. Pertencente ou relativo ao partido da reação ou ao seu sistema. 2. Que se opõe às ideias políticas de liberdade individual e coletiva; retrógrado. sm Sectário da reação política ou social; homem antiliberal.”


Essa é a definição de re.a.ci.o.ná.rio encontrada num dicionário atual e onde, ainda assim, crua, acaba possibilitando equívocos em contextos históricos diferentes, já que a mesma palavra pode ser usada como característica de vários ideais, contanto que retrógrados, opostos aos planos vigentes.

No século XVIII, era usada para nomear o âmbito contrário à Revolução Francesa, os ditos reacionários defendiam a volta ao Ancien Régime, sistema aristocrático que desenvolveu-se  ao fim da Idade Média e também dividiu a sociedade francesa em três estados: o primeiro, representado pelo clero, o segundo, pela nobreza, e um terceiro, pela burguesia e os camponeses, esse, sendo o mais desafortunado às decisões impostas pelos outros dois. Logo, ao termos que o reacionário é aquele com sentido a um estado anterior, também temos que o clero e a nobreza daquele século possuíam tal ideal retrógrado, já  que a “Liberté, égalité, fraternité”  favorecia apenas ao  terceiro estado e principalmente a burguesia.

No séc. XIX, não só a aristocracia feudal arruina-se com a revolução, a influencia do crescente liberalismo e capitalismo industrial dá origem a uma nova burguesia que domina a revolucionária do século passado. Em O Manifesto Comunista,  Marx e Engels julgam como reacionárias várias das ideologias socialistas derivadas dessa pequena-burguesia dominada que almeja um fim egocêntrico e não de fato igualitário.


“As classes médias - pequenos comerciantes, pequenos fabricantes, artesãos, camponeses - combatem a burguesia porque esta compromete sua existência como classes médias. Não são, pois, revolucionárias, mas conservadoras; mais ainda, reacionárias, pois pretendem fazer girar para trás a roda da História. Quando são revolucionárias é em conseqüência de sua iminente passagem para o proletariado; não defendem então seus interesses atuais, mas seus interesses futuros; abandonam seu próprio ponto de vista para se colocar no do proletariado.”

Burgueses e Proletários, O Manifesto Comunista, 1848.




“Livre câmbio, no interesse da classe operária! Tarifas protetoras, no interesse da classe operária! Prisões celulares no interesse da classe operária ! Eis sua última palavra, a única pronunciada seriamente pelo socialismo burguês.
Ele se resume nesta frase: os burgueses são burgueses - no interesse da classe operária.”

O Socialismo  Conservador ou Burguês, O Manifesto Comunista, 1848.




No séc. XX, durante a Guerra Fria, numa ordem mundial bipolar e antagônica entre o capitalismo e o socialismo estatal, o Brasil sob governo de João Goulart, através das reformas de base do Plano Trienal, tinha como meta uma maior intervenção do Estado na economia, mas foi interrompido por um golpe de estado apoiado pelos militares e civis opostos a esses planos vigentes, ou seja, reacionários à uma revolução no sistema econômico, as tantas que esse golpe de estado também é conhecido como Contrarrevolução de 64, contrário à qualquer revolução socialista no país.
Logo, é possível observar que o individuo reacionário apresenta características, bases politicas e culturais, diferentes em contextos históricos diversos.
 
Atualmente, neste Brasil de meu deus, o reaça é representado pelo estereótipo de extrema direita em que como antítese encontra o revolucionário de extrema esquerda. Ambos são intensamente julgados de forma pejorativa pelos seus opostos, principalmente por diferenças ideológicas influentes no século XX, mas que agora representam apenas um enfrentamento cultural e não também politico. Isso se dá a uma falta de representação governamental sofrida por ambas as partes, onde partidos são bem mais ambíguos do que o ansiado pelos reacionários ou revolucionários de chavão deste fabuloso século, acaba que de forma errônea, aquele não como sinônimo de conservador, sim e só “anti-comuna”, e esse não como o de progressista, sim e só “pró-comuna”.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A Superstição do Hipster.


Para Durkheim a sociedade é dividida em grupos cada individuo pertence a um, porem falarei de um grupo especifico conhecido como “Hipsters” que geralmente estão presentes na classe média branca nos estados unidos, Inglaterra e também existem as ramificações em outros países como o Brasil, por exemplo, se expressam de alguma forma. Algumas idéias Hipster são superficiais e geralmente se preocupam em parecer ser ao invés de serem de fato. As buscas  para estarem cada vez mais distantes da cultura “Mainstream” fazem dos Hipsters  se tornarem seres previsíveis e condicionados. Bom, para chegar a essa tese procurei a origem dessa identidade, comportamentos comuns entre membros e suas contradições.
Nos anos 40, o termo hipster (ou "Hipster" ou “Hep Cat") era usado para descrever os apreciadores de jazz urbano afro-americano que frequentavam as redondezas do Harlem (bairro de Nova York). A primeira critica aparece nos anos 50, o escritor americano Norman Mailer muda completamente a representação pública dos Hipsters ao descrevê-los como “O branco da classe média urbana que gostava de sair da zona de conforto da cultura branca de classe média para ir a clubes de jazz, geralmente frequentados por negros”. Observe que entre a década de 40 e 50 houve a criação de uma ideia de fuga da cultura capitalista massificada , ao invés do indie-rock, MPB e outros  que não são considerados mainstream, o Jazz foi o objeto idealizado para que essa fuga da cultura “mainstream” acontecesse. Repare que esta sendo feita uma comparação entre o hipster de hoje e o hipster da década de 40 e 50. O que essa origem influência nos dias de hoje? Bom, Norman Mailer havia afirmado que os Hipsters eram brancos de classe média, isso continua ate hoje (são de escolas particulares e cor de ele é branca). Querendo ou não, o estilo Hipster e um estilo elitista, pois para consumir os produtos cultuados por esse grupo no mínimo deve pertencer a classe média.
Após décadas em 1994 o tema volta a ser comentado na revista Times (a matéria de capa dizia "If Everyone Is Hip... Is Anyone Hip?”, algo como “Se todos são Hipsters... então qualquer um é Hipster?”).A identidade também sofrendo criticas, se o intuito  de ser hipster e ser distinto, então são sujeitos querendo ser diferentes mas acabam sendo idênticos  a outros que também tentam ser  underground eis ai o “Superstição dos Hipster” em achar que o mainstream e o underground são antagônicos, onde na verdade estão no mesmo lado da moeda. Dialoga também no paradigma da tatuagem , tatuam-se para  tornarem-se diferentes das outras pessoas e acabam  tornando-se  iguais a outras milhares que já se tatuaram.

A terceira volta dos Hipsters na mídia ocorre em 2003, quando dois livros satíricos são publicados e a reação contra eles começa a se cristalizar. A partir daí, começam a surgir vários outros blogs, vídeos e outros trabalhos satirizando-os. Alguns sites e páginas no Facebook evidenciam através do humor o comportamento contraditório e forçado de alguns Hipsters, Recentemente uma pagina de Humor no Facebook chamada “Todos contra o Indie” fez uma critica que evidência as incoerências nesse movimento, uma das publicações dizia “Tiram fotos tomando café do Starbucks, mas não tomam o café preto na casa das avós” outro site brincou: “Usam óculos enormes de grau sem precisarem apenas para se passar de intelectual”. Possuem um objetivo : se afastar o Maximo das coisas mainstream e buscarem serem inovadores e criativos mas seguem um padrão que por incrível que pareça pouco varia, óculos de sol e de grau  grandes dos anos 80, blusa do Joy Divison , Arctic Monkeys , quase sempre  com comentários breves, pouco profundos, sobre  as fotos de seus livros que a maioria das vezes estão fechados e raramente fazem uma resenha crítica falando de cada obra postada,, usam apenas o visual, são superficiais e possuem pouco conteúdo critico e aprofundado, é um estilo apenas de objetos, blusas, óculos e Livros fechados. Retomando a tese se preocupam em parecer ser ao invés de realmente ser, são a geração classe média coca-cola.

Um Pouco Mais de Narcisismo.


Não temos uma definição universal para o que é vida, porém podemos identificar traços que nos encaminha para futura resposta que há em nossa cultura (ocidental capitalista) um desses  traços  será a tese desse texto, que é: as dualidades presentes em nossas vidas “o que realmente sou e o que desejo ser?” veremos que há desigualdade na ênfase nessas duas questões. Essa ideia aparece também no filme Clube da Luta, é umas das principais razões para as pessoas buscarem a religião e um alimentador do consumismo.

No filme Clube da luta o personagem “Jack” que exerce a função de narrador personagem cria uma dupla personalidade, alguém que é tudo o que ele gostaria de ser, bonito, bem vestido, inteligente, possui carro luxuoso,não trabalha em um escritório, mora em uma casa velha ou seja, ele cria uma vida completamente diferente comparada a que ele tem. Esse tipo de dualidade acontece em nossas vidas, mas de uma maneira um pouco diferente para a maioria das pessoas, começamos a idolatrar sujeitos que são aquilo que jamais seremos exemplo: famosos, talentosos, ricos etc. A mídia exerce a função de criar indivíduos para serem nossos ídolos, esses personagens cantam bem, namoram pessoas que nos somos loucos para namorar, possuem habilidades que gostaríamos de ter e com isso nos tornamos cada vez mais insatisfeitos com nós mesmos. Por conta disso, a idolatria funciona como uma espécie de fuga, cultuamos quem é aquilo que queremos ser. A diferença desse tipo de dualismo ao dualismo presente no Clube da Luta é que não somos responsáveis pela criação de nossos ídolos e sim a mídia, já no filme e o próprio autor que cria o seu Herói.

Esse pensamento também esta presente na religião cristã, pelo fato de sermos insatisfeitos com a nossa existência, construímos a ideia de que haverá outra vida na qual todo nosso sofrimento terráqueo acabará, da mesma forma construímos alguém que é perfeito (Jesus cristo) que fez coisas que nós não somos capazes de fazer exemplo: milagres, foi puro, não cometeu pecado, ou seja, um ser utópico. Como dizia Nietzsche “só existiu um cristão, Jesus Cristo”. Se pensarmos que várias pessoas conseguissem alcançar todos os seus feitos, ele não seria tão idolatrado assim, o motivo pelo qual cristo e idolatrado ate hoje é que nenhum cristão conseguiu ser idêntico a ele.

O capitalismo talvez seja a morfina para esse problema, ele nos da o consumo para nos satisfazer por pouco tempo ate o próximo comercial nos dizendo que acabamos de comprar algo que não esta mais na moda. Ou também exerce a função de nos parecermos com os nossos ídolos comprando roupas parecidas, cortes de cabelo, produtos com suas fotos etc.

Como dizia Cazuza, Frejat “por você eu aceitaria a vida como ela é” isso para ele e considerado como um esforço e realmente é, são tantas coisas que nos tiram da realidade que talvez passaremos toda a vida sem olhar para quem nos somos, qual nosso papel, nossas qualidades perdemos um pouco do nosso  narcisismo Outra banda que  aborda esse tema é O Rappa na música “o que sobrou do céu” em  um trecho ele diz: “Fez da TV um espelho refletindo o que  a gente esquecia”. A televisão desligada nos reflete algo que nós esquecemos, nós mesmos. Já passou do tempo de termos nossa própria personalidade e finalmente ser.